Mario César Costenaro
COORD. ASSUN. ESTRAT. E PRESIDENTE CONSELHO CONSULTIVO - 2014/2016
quarta-feira, 02 de julho de 2014

Onde você estava?

Há quantos anos, em quantos eventos, em quantos textos como este temos falado em ferrovia? O tempo corre, voa, e a rede ferroviária não se consolida. Em quantos discursos, em quantos pedidos temos lutado por um aeroporto regional condizente com nossas potencialidades? O tempo corre e, por aqui, considerando as longas esperas de nossos passageiros – sim, temos demanda – pouco se voa. Quanto tempo falando em estradas, em infraestrutura, e tudo parece andar lentamente, quando anda!

Mas o mundo é dinâmico e a tal competitividade de mercados – que é real – é que talvez esteja dificultando “um pouco” as coisas para a região. Por certo assombramos, assustamos, metemos medo com nossa produção de causar inveja. Dizem que somos novos, dizem de prioridades... sim, mas e as nossas prioridades? Sobre essa questão de priorizar, quero lhes contar uma história. Há dois anos, na Sala Paraná, na Acic, em um sábado de intenso trabalho, quase 40 pessoas determinaram que o foco de nossa gestão seria o Desenvolvimento econômico sustentável da região Oeste.

Várias ações foram elencadas, desde a necessidade da reestruturação organizacional da entidade, passando pela comunicação e aproximação com o associado e outras instituições, até a realização dos congressos. Formaram-se grupos de trabalho, definiu-se coordenadores, metas e cronogramas. Mais de 90% dessas ações foram realizadas. Algumas com mais, outras com menos êxito. Mas, a história ainda não é essa. Aliás, é provável que você já a conheça. Foram 18 reuniões executivas e plenárias realizadas aos sábados pela manhã em diversas cidades do Oeste.

Com chuva, frio ou sol. Em apenas duas delas com número menor que cem pessoas, mesmo assim quase alcançando esse número. Em algumas superamos a casa das 200 – a média foi de 130 pessoas por encontro. No início, falamos sobre prioridades e planejamento e, logo ficou clara a importância de aproximação com outros parceiros.
Em muitas dessas reuniões esse foi o foco. Na primeira delas, por exemplo, em Medianeira, ouvimos Jorge Samek, que também nos ouviu, e dali partiu uma forte parceria com Itaipu e PTI.

Você certamente estava lá. Não? Mas então você estava em Palotina, quando nos reunimos com os presidentes da Cotriguaçu e da Frimesa, Alfredo Lang e Valter Vanzela. Não? Você não estava? Mas então em Terra Roxa, quando discutíamos a questão indígena com vários deputados você estava? Mas em Quedas do Iguaçu, quando foram apresentadas as diferentes características de nossas microrregiões, você foi? Ou então você esteve em Missal ouvindo o DER sobre as conservações de nossas estradas? Esteve em Cafelândia ouvindo as primeiras explanações sobre o Oeste em Desenvolvimento juntamente com Sebrae, PTI e Amop. Não, você não esteve?

Ah! Sim. O que te interessa são questões fiscais ou tributárias, então você esteve em Toledo ouvindo o Rogge, do governo do Estado, o Silas Santiago, do Ministério da Fazenda, e o Pietrobom, da Fenacom? Bem, então em Capitão ou em Assis, em Santa Terezinha ou em Foz, ou em Guaíra, Cascavel, Marechal Rondon, Matelândia, você estava? Não, você não teve tempo. Você não conseguiu estar nem mesmo no encontro em sua cidade. Infraestrutura, questões fiscais, capacitação tecnológica, serviços oferecidos às Aces não são assuntos que te interessam, que dizem respeito à sua empresa.
Mas, então, o que te interessa meu amigo? Ah! Você quer viver a vida! Então, meu caro, agradeça a essas pessoas que se encontram aos sábados pela manhã, pois elas estão contribuindo para que você possa viver melhor a sua vida, em um ambiente de qualidade e mais, essas pessoas estão tratando do seu futuro, do futuro da sua família, da sua empresa. Acredite você, ou não! Ouvi, recentemente, que quando se trabalha com desenvolvimento territorial é necessário saber ouvir. Nesses dois anos, nesse movimento associativista, reconheço que poderia ter ouvido mais. Necessito aprender a ouvir mais. No entanto, nesses caminhos que percorri, as experiências que vivi, observando trabalhos abnegados de gente que acredita e faz, tive a oportunidade de aprender, e me tornar uma pessoa melhor. Agora cabe a mim, que eu seja capaz de transcender.

Existe uma canção que diz que a vida consiste em saber ir embora, agora eu preciso ir embora. Mas não sem antes dizer da confiança que tenho no trabalho do Sergio Marcucci e da bela diretoria que ele compôs. Não sem antes agradecer a nossa equipe de colaboradores e diretores, novos e velhos amigos. Não sem antes agradecer a todos aqueles que lutam pelo associativismo em suas cidades e em nossa região. Que sejam exemplos e multiplicadores de boas ações. Obrigado! Obrigado! Obrigado! ...Como diz o mestre e amigo Hylo Bresolin: Vida longa à Caciopar!
 
 
 
 

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