Mario César Costenaro
COORD. ASSUN. ESTRAT. E PRESIDENTE CONSELHO CONSULTIVO - 2014/2016
sexta-feira, 06 de dezembro de 2013

Vivendo e aprendendo

Se eu pudesse novamente viver a vida... na próxima... trataria de cometer mais erros... não tentaria ser tão perfeito... relaxaria mais... teria menos pressa e menos medo”. Talvez eu devesse estar mais atento ao que escreveu o argentino Jorge Luis Borges, aos 88 anos, em seu poema Viver a vida. Será? Tenho esperança de chegar aos quase 90 para ter esta certeza.

Se tenho alguma convicção, no entanto, é que nesses dois últimos anos, dedicando boa parte de meu tempo ao associativismo do Oeste paranaense, posso afirmar que aprendi muito mais do que teria aprendido. Ganhei mais do que perdi, fiz mais amigos do que imaginei, e onde também não imaginava.

Não, não existe fórmula para se viver a vida, acredito nisso! Se para uns o trabalho, para outros o lazer, para alguns a solidão, para muitos o congraçamento, a união... como saber? Vivendo e aprendendo, não vejo melhor resposta.

Se Borges estivesse conosco na caravana para Curitiba, teríamos aprendido muito com ele. Mas, por certo, vendo a alegria dos abraços quando encontrávamos os amigos de nossa região, naquela terra que ainda nos parece alheia, ele insistiria para fazer parte de nossa equipe. Se ele olhasse para o círculo que se formou, e visto a “pequena grande” Thaís defendendo e apresentando as solicitações de Quedas do Iguaçu aos também “grandes” Jeferson e Augusto, teria revigorado a coragem para enfrentar seus medos.

Se ele tivesse sentido a indignação de todo o grupo, e éramos bem mais de cem, ao não poder ouvir o Juce, teria sentido a energia da comunhão daqueles que defendem uma bela causa. Se ele tivesse acompanhado o sacrifício de muita gente, que deixou família e negócios próprios para conhecer novas experiências que contribuam para alavancar os negócios de vários setores, e para melhorar a qualidade de vida das famílias dos municípios da região, teria se assombrado com o poder do voluntariado.

Ah! Se ele estivesse conosco, diria: “Sim, eu quero tomar mais sorvete, mas junto com vocês, com a Rose, com a Zanza, com o Leopoldo, com a Vera, com todo o grupo”. Jorge sentiria que ao sabor do sorvete se agregaria a alegria da amizade. Jorge, enfim, gritaria: “Eu também quero estar com vocês!”

Cada um de nós, a seu tempo, viverá o movimento associativista mais ou menos intensamente. Todos damos nossas contribuições com maior ou menor força, conforme nossas possibilidades.

Afirmo, convicto, a maior possibilidade para todos é manter forte a ideia do associativismo. Para tanto, necessitamos de energias renováveis e essas se constroem nos encontros, nas trocas de experiências em nossas reuniões executivas, em nossos congressos e em nossos eventos. É tempo de integração, de harmonia, de sinergia.

É tempo de construir o futuro no presente, de aplaudir nossas Aces e os empresários do Oeste, desejando que sejam cada vez mais reconhecidos como reais promotores do desenvolvimento. Para todos eles, minha reverência! E, ainda em tempo, um grande abraço aos “hermanos” da Caempri de Puerto Iguazu. Que entendamos o rio não como um obstáculo, algo que nos separa, e sim como um elemento que une dois lados. Aliás, estamos do mesmo lado, no interior: de Missiones e da Argentina, do Paraná e do Brasil.

Que fiquem atentos os outros, aqueles que nos veem à distância, pois, meus caros amigos, é no interior que está o coração, aquele que produz energia para a vida. Saudemos a vida! Agora, em 2014, sempre!
 
 
 
 

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